Ovos caindo sobre a cidade. É noite na dinamarca carioca. Os carros passam desviando dos ovos como se fossem esquilibristas profissionais. A noite passa devagar e tampa meus olhos. Meu corpo é lido aos pedaços. Pedaços estes que dormem dentro de mim. Armadilhas são construídas sob os meus pés que preferem os vidros do que os ovos. Eu, ingrato esgoto, sendo incapaz de me lançar aos ovos.
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